quinta-feira, 30 de julho de 2026

Entrevista na RTP antena 2, no dia 31 de julho de 2026, às 9h no Programa "Manhã da RTP Antena 2", com a escritora e artista plástica Irene Lucília, sobre o centenário do nascimento do pintor Arnaldo Louro de Almeida (1 de agosto de 1926-1 de agosto de 2026)

 


Convite para ouvirem a entrevista na RTP antena 2, no próximo dia 31 de julho, às 9h, no programa "Manhã da RTP Antena 2", com a escritora e artista plástica portuguesa Irene Lucília, sobre o centenário de nascimento do pintor Arnaldo Louro de Almeida (1 de agosto de 1926 - 2026).
Não percam! 

domingo, 10 de maio de 2026

Inês da Conceição do Carmo Borges; Claudia Emanuel; Luís Figueiredo e Sá (coautoria) - "Branca de Gonta Colaço e o Auto dos Faroleiros - Estudos, Memórias e Comemorações (1880-1945)". Edição da Câmara Municipal de Tondela. Tondela, novembro de 2025. Apresentação a 27 de junho de 2026, no Palácio Condes de Castro Guimarães, em Cascais.


Apresentação do livro "Branca de Gonta Colaço e o Auto dos Faroleiros. Estudos, Memórias e Comemorações (1880-1945), Volume I e II. Coautoria de Claudia Emanuel; Inês Carmo Borges; Luís Figueiredo e Sá. Edição Câmara Municipal de Tondela. Tondela, novembro de 2025.
Apresentação do livro pelos coautores, no dia 27 de junho, no Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais (Av. Rei Humberto II de Itália, Parque Marechal Carmona, 2750-319 Cascais), às 16:00H.


 
Museu / Palácio Condes de Castro Guimarães - em Cascais (Av. Rei Humberto II de Itália, Parque Marechal Carmona, 2750-319 Cascais)

segunda-feira, 2 de março de 2026

Inês da Conceição do Carmo Borges; Claudia Emanuel; Luís Figueiredo e Sá (coautoria) - "Branca de Gonta Colaço e o Auto dos Faroleiros - Estudos, Memórias e Comemorações (1880-1945)". Edição da Câmara Municipal de Tondela. Tondela, novembro de 2025.


BORGES, Inês; EMANUEL, Claudia; SÁ, Luís Figueiredo e (coautoria) - "Branca de Gonta Colaço e o Auto dos Faroleiros - Estudos, Memórias e Comemorações (1880-1945)". Edição da Câmara Municipal de Tondela. Tondela, novembro de 2025. 

1.ª Apresentação no dia 28-02-2026, no Auditório Carla Torres, ACERT-Tondela, pelas 14:45H, inserida no programa do Colóquio "Branca de Gonta Colaço", organizado pela Comissão das Comemorações dos 145 anos de nascimento e 80 de falecimento de Branca de Gonta Colaço, constituída pela Doutora Claudia Emanuel; Doutora Inês Carmo Borges e Luiz Figueiredo e Sá. 
Esta Comissão comemorativa teve como parceiro no evento do colóquio o município de Tondela. 

 

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Inês da Conceição do Carmo Borges /Todo o valle sinuoso, e para o fundo/uma immensa planura: Parada de Gonta, no opus Alchymicum de Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço


Cadernos de Cultura Dom Jaime. Ano IX - Número 9; setembro de 2025. Edição da Câmara Municipal de Tondela. 
Artigo de Inês da Conceição do Carmo Borges: Todo o valle sinuoso, e para o fundo/uma immensa planura: Parada de Gonta, no opus Alchymicum de Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço 
(páginas 11-51).

Inês da Conceição do Carmo Borges*
* Doutorada em História da Arte. 
Investigadora do GEMA-CEAACP (Grupo de Estudos Multidisciplinares em Arte - Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património); 
Investigadora do CIJVS (Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão; 
Investigadora da APHVIN/GEHVID - Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho. 

 

sábado, 26 de abril de 2025

Prémio Literário Branca de Gonta Colaço 2025 / Comemorações dos 145 anos de nascimento e 80 de falecimento de Branca de Gonta Colaço / Comissão das comemorações; Doutora Claudia Emanuel; Doutora Inês Borges; Senhor Luiz Sá

Entrega de prémios: 10 de Maio de 2025, pelas 15H, na Associação Amigos de Parada de Gonta. Largo da Fonte Velha, n.º 28, 3460- 377 Parada de Gonta.

VENCEDORES DO CONCURSO DE POESIA BRANCA DE GONTA COLAÇO!

AE TONDELA TOMAZ RIBEIRO:
1.º prémio (ex aequo):
Salvador Marques Figueiredo (9.ºC) e Maria Gomes Marques (7.ºF)

2.º prémio:
Rodrigo Clemente (12.ºA)

3.º prémio:
Matilde Rodrigues Neves (9.ºB)

AE TONDELA CÂNDIDO FIGUEIREDO
1.º prémio:
Mariana Sousa Rodrigues (8.ºB)

2.º prémio:
Iara Maria dos Santos Cordeiro (8.ºB)

3.º prémio:
Inês Vitória (7.ºC)

O júri do Concurso de Poesia Branca de Gonta Colaço foi constituído pelos seguintes elementos:
a) Cinco representantes do AE Tondela Tomaz Ribeiro:
● Um representante da Direção (Subdiretor, Luís Costa);
● Dois representante das Bibliotecas Escolares (Coordenadora das Bibliotecas do AE, Dr.ª Elisa Figueiredo, e membro da equipa da Biblioteca da Escola Secundária de Tondela e Professora de Português, Dr.ª Teresa Couto) ;
● Dois representantes do Departamento de Português (Coordenadora do Departamento de Português, Dr.ª Lurdes Fonseca, e Professora de Português e também membro da equipa da Biblioteca, Dr.ª M.ª do Céu Moreira);
b) Um representante da Organização das Comemorações dos 145 anos de nascimento e 80 do falecimento da poetisa Branca de Gonta Colaço (Doutora Inês Borges).
A cerimónia de entrega dos prémios do Concurso de Poesia Branca de Gonta Colaço decorrerá no dia 10 de maio, pelas 15h, na sede da Associação "Os Amigos de Parada de Gonta".
Muitos parabéns aos alunos vencedores e a todos os participantes!

domingo, 14 de julho de 2024

Inês da Conceição do Carmo Borges: "O Veado Pessegueiro, Artémis e o Caçador wd8-3.7" / Edições Sem Nome -10 Anos

Partilho com alegria, e orgulho de integrar esta extraordinária obra das Edições Sem Nome -10 Anos, com o texto "O Veado Pessegueiro, Artémis e o Caçador wd8-3.7", ilustrado pelo magnifico artista Delfim Ruas.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Inês da Conceição do Carmo Borges / 1923-2023: Comemorações do 100.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tondela / Cadernos de Cultura Dom Jaime. Ano IX - Número 8; dezembro de 2023. Edição da Câmara Municipal de Tondela.





Cadernos de Cultura Dom Jaime. Ano IX - Número 8; dezembro de 2023. Edição da Câmara Municipal de Tondela. 
Artigo de Inês da Conceição do Carmo Borges: 1923-2023: 
Comemorações do 100.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tondela (páginas 89-96).

Inês da Conceição do Carmo Borges*
* Doutorada em História da Arte. 
Investigadora do GEMA-CEAACP (Grupo de Estudos Multidisciplinares em Arte - Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património); 
Investigadora do CIJVS (Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão; 
Investigadora da APHVIN/GEHVID - Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho. 






segunda-feira, 25 de julho de 2022

Inês da Conceição do Carmo Borges / O Projeto de Arquitetura da Água de Ernesto Korrodi para Molelinhos e a exploração local de estanho no séc. XX / Revista Beira Alta (Revista de estudos da região); 2021 / Volume LXXX; 2.º semestre.



O Projeto de Arquitetura da Água de Ernesto Korrodi para Molelinhos e a Exploração Local de Estanho no séc. XX - Inês da Conceição do Carmo Borges.

Revista "Beira Alta", revista de estudos da região em homenagem ao Dr. Alexandre Alves. 2021, volume LXXX, 2.º semestre, páginas 185-221. 

Resumo

O projeto de arquitetura da água de Ernesto Korrodi para a povoação de Molelinhos, freguesia de Molelos, do concelho de Tondela, no século XX, cruza-se com a exploração mineira local, de estanho concessionada para a empresa Luso-Stania.

As plantas da autoria do arquiteto suíço em que estão registados projetos realizados entre 1938 e 1943 (pela Câmara Municipal de Tondela e pela empresa mineira Luso-Stania, Lda.) de imediata utilidade pública, estão imbuídas de um espírito prático, demonstrando uma estilização dos elementos, das peças desenhadas, um espírito racional, científico e económico, visando a funcionalidade do abastecimento de águas à povoação de Molelinhos.

 Palavras-chave: Ernesto Korrodi; Molelinhos; Arquitetura da água; exploração mineira.

Abstract:

Ernesto Korrodi's water architecture project for the town of Molelinhos, parish of Molelos, in the municipality of Tondela, in the 20th century, intersects with the local mining operation, made of tin under concession to the Luso-Stania company.

 The plans designed by the Swiss architect, which include projects carried out between 1938 and 1943 (by the Municipality of Tondela and by the mining company Luso-Stania, Lda.) of immediate public utility, are imbued with a practical spirit, demonstrating a stylization of the elements, of the designed pieces, a rational, scientific and economic spirit, aiming at the functionality of the water supply to the town of Molelinhos.

 Keywords: Ernesto Korrodi; Molelinhos; water architecture; mining operation.



 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Inês da Conceição do Carmo Borges / "Fisionomia do poder socio-económico-cultural" da Quinta do Estremadouro na Penajóia (Lamego) / Revista Douro 09, Vinho, História & Património. 2020

“Fisionomia do poder socio-económico-cultural” da Quinta do Estremadouro na Penajóia (Lamego)

Revista Douro 09, Vinho, História & Património. 2020

I n ê s d a C o n c e i ç ã o d o C a r m o B o r g e s *

* Doutorada em História da Arte. Investigadora do GEMA-CEAACP (Grupo de Estudos Multidisciplinares em Arte – Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património); Investigadora do CIJVS (Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão).





Resumo:
A quinta do Estremadouro na freguesia da Penajóia, concelho de Lamego, corresponde a uma propriedade com casa nobre e terrenos de vinha. Os seus proprietários nobres/eclesiásticos são mencionados nas Memórias Paroquiais de 1758. No século XVII-XVIII pertenceu à família “Leite Pereira”, no século XIX, aos “Viscondes de Valmor” e no século XX, ficou na posse da família “Montenegro” que a detém na actualidade. Desde as demarcações Pombalinas até aos dias de hoje, a quinta teve vinicultura.
No séc. XXI, a quinta do Estremadouro LDA foi estabelecida como uma empresa com atividade na produção e engarrafamento de vinhos comuns e licorosos, sob a sua própria marca. Procedeu-se à reconstrução e alargamento da antiga adega, dando origem à “Aneto Wines”. Enquanto espaço de poder social e económico, com um vasto património material e imaterial, vai congregar nela a sede de uma nova vinicultura e enoturismo projectados na paisagem duriense.
Palavras-chave: Estremadouro; Penajóia; Lamego; “Aneto Wines”; enoturismo.

Abstract: The Estremadouro fifth in Penajóia, county of Lamego, matches a property with a noble house and vineyard land. Its noble/ ecclesiastical owners are mentioned in Parish Memoirs in 1758. In the 17th-18th century, it belonged to the family “Leite Pereira”, in the 19th century to “Viscondes de Valmor” and in the 20th century was in possession of the family “Montenegro” that holds it today. From de Pombaline demarcations until today , the farm had winemaking.
In the 21th century, de LDA Estremadouro farm was established as a company in the production and bottling of common and fortified wine, under its own brand. The reconstruction and expansion of the old winery was carried out, giving rise to “Aneto Wines”. As a space of social and economic power, with a vast material and immaterial heritage, it will bring together the headquarters of a new winery and wine tourism projected in the Douro landscape.
Keywords: Estremadouro; Penajóia; Lamego; “Aneto Wines”; Wine tourism.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Inês da Conceição do Carmo Borges / A Arquitetura Senhorial em Lamego dos séculos XVI a XVIII / Revista Monumentos 38, da DGPC




A arquitetura senhorial em Lamego dos séculos XVI a XVIII

Inês da Conceição do Carmo Borges

 As casas senhoriais de Lamego apresentam os seus valores estéticos e os vestígios das construções originais integrados em estruturas posteriores, que, por sua vez, foram alteradas por campanhas de obras efetuadas pelos seus proprietários nobres e eclesiásticos. Apesar deste continuum, e dos seus condicionalismos, as diversas entidades, variando de caso para caso, preservaram espaços quinhentistas que chegaram ao século XXI. Tratando-se de conjuntos de grande valorização para a cidade, os seus detentores veem com dificuldades, devido ao crescimento das próprias casas, a consolidação coerente do seu reconhecimento patrimonial e turístico.



Revista Monumentos nº 38

Dimensões: 24x32 cm; 238 pp.

Local: Lisboa

Edition: DGPC

Data: 24 de Junho de 2021


sábado, 3 de outubro de 2020

Inês da Conceição do Carmo Borges - A rainha Isabel de Aragão nas imagens do vinho do Porto: cartazes e rótulos





A rainha Isabel de Aragão nas imagens do vinho do Porto: cartazes e rótulos Queen Elizabeth of Aragon in the Images of Port Wine: Posters and Labels
 Inês da Conceição do Carmo Borges

Resumen 
Los carteles y etiquetas del vino de Oporto portugués del siglo XX revelan la presencia de Isabel de Aragón en la marca Rainha Santa, mediante sus imágenes de marketing y comunicación. De la firma de Oporto Rodrigues Pinho / Rodrigues Pinho & Cª, que a su vez dio origen a Forrester & Cª LDA y a Sogrape Vinhos, que la trajo hasta nuestros días, la marca exhibe a Isabel de Aragón como uno de los principales íconos de la creación gráfica. En el campo de la Historia del Arte, la Empreza do Bolhão Lda. es inseparable en esta reflexión, gracias al trabajo estético realizado para la marca Rainha Santa, que el pintor Roque Gameiro desarrolló en el área de su publicidad. Otros diseñadores del mismo taller de impresión desarrollaron un legado que pervive hasta nuestros días.
 Palabras clave: vino de Oporto, carteles, etiquetas, reina Isabel de Aragón. 
Abstract 
The posters and labels of Portuguese Port wine from the 20th century reveal to us the presence of Elizabeth of Aragon in their marketing and communication images, through the brand Rainha Santa. From Rodrigues Pinho / Rodrigues Pinho & Cª, the company from Porto that created it, to Forrester & Cª LDA and to Sogrape Vinhos, that brought it to contemporary times, the brand displays her as one of the greatest icons in graphic creation. In the Art History field, this analysis also has to consider the Empreza do Bolhão Lda. and the aesthetic work toward the Rainha Santa brand that the painter Roque Gameiro developed in his advertising field. Other mock-up artists from that print workshop created a whole legacy that reached the present day.
 Keywords: port wine, posters, labels, queen Elizabeth of Aragon.

RIVAR Vol. 7, nº 21. Setiembre 2020: 158-189. 

DOI https://doi.org/10.35588/rivar.v7i20.4643 · ISSN 0719-4994  


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Borges, Inês da Conceição do Carmo / A Arquitetura Senhorial: Matriz da Sociabilidade, do Poder e da Cultura em Lamego nos séculos XVII e XVIII

A ARQUITETURA SENHORIAL: MATRIZ DA SOCIABILIDADE, DO PODER E DA CULTURA EM LAMEGO NOS SÉCULOS XVII E XVIII 

Tese no âmbito do Doutoramento em História da Arte, orientada pelo Professor Doutor António Manuel Filipe da Rocha Pimentel e apresentada ao Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Julho 2018. 

Resumo 
Esta tese tem como finalidade o estudo da arquitetura senhorial enquanto matriz da sociabilidade, do poder e da cultura em Lamego nos séculos XVII e XVIII. O objeto de estudo é composto por um conjunto de edifícios classificados como arquitetura civil, na sua maioria barrocos. Devido à necessidade de restringir o nosso campo de investigação, selecionámos no território do Douro, a cidade de Lamego e as freguesias de Cambres, Penajoia, Samodães e Valdigem, situadas junto ao rio Douro. O período em análise compreende os séculos XVIIXVIII, com exceções pontuais, devido a vestígios anteriores, nas estruturas arquitetónicas e posteriores, no que diz respeito ao séc. XIX.   A opção pela temática relativa à arquitetura civil tem como objetivo analisar o modo como esta se revela na articulação do espaço, enquanto elemento dinâmico da relação Cultura/Paisagem/Arquitetura. A sua expressão formal obedece a tipologias e são o testemunho dos valores que expressam para a sua História. Estas estruturas habitacionais procuraram um lugar de implantação próximo de cursos de água, abundantes na cidade e nas freguesias do nosso estudo. As casas nobres seguiram na sua edificação cinco vias fluviais: o Ribeiro de Coura, o Ribeiro das Nazes, o Ribeiro das Lages o Rio Balsemão, e o Rio Douro. Também por isto, as casas nobres têm exemplares da arquitetura da água nos seus jardins e terrenos, nos casos daquelas que estão inseridas em quintas.  Trataremos nesta nossa dissertação, os objetivos, as fontes e as metodologias; o espaço na região demarcada e na cidade de Lamego, nomeadamente: a região demarcada de estudo (Lamego e freguesias voltadas para o rio Douro); a caracterização geográfica; Lamego nas corografias e nos dicionários geográficos no século XVIII, o espaço e os habitantes; o plano e a morfologia urbana; a estrutura arquitetónica da cidade, segundo as Memórias Paroquiais de 1758; a arquitetura senhorial em Lamego – os complexos edificados: as elites, nobreza e clero; os encomendadores: as famílias nobres; o clero; as dinâmicas de sociabilidade; os laços de parentesco, elementos do poder e difusores da cultura letrada; os projetos de arquitetura senhorial – apropriação do espaço em análise; arquitetos, artífices e trabalhadores, nomeadamente: entre a obra e o artista: arrematação e contrato; o estatuto socioprofissional; o arquiteto, mestres pedreiros, carpinteiros, artífices e trabalhadores/ mobilidade de quadros socioprofissionais; a estadia de Nicolau Nasoni; a casa nobre no concelho de Lamego, designadamente: as fontes da arquitetura senhorial (tratadística – entre a teoria e a prática); a organização espacial e configuração dos elementos arquitetónicos; casas com dois andares; com mais de dois andares. Elementos arquitetónicos. Paredes, fachadas, varandas; a sacralização do espaço doméstico. Oratórios e capelas; a casa nobre e o domínio vitivinícola: a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro – 1756; 1758 - 1761 (demarcações Pombalinas); 1788 (demarcações Marianas ou Subsidiárias da Primordial); as quintas – importantes unidades de exploração vitícola. Quatro casos exemplares: a quinta das Brolhas (freguesia de Valdigem); a quinta da Pacheca, a quinta do Paço do Monsul, a quinta dos Varais (estas ultimas na freguesia de Cambres).  A análise da proliferação dos complexos edificados, das casas senhoriais, quer na cidade, quer nas freguesias selecionadas, demonstrou-nos o enaltecimento, a comprovação do status, dos seus proprietários/encomendadores, nobres e eclesiásticos, enquanto elementos privilegiados do poder e difusores da cultura letrada. Muitos destes foram autores de obras literárias em vários domínios do conhecimento.   Estas elites interagiram com arquitetos, mestres pedreiros, carpinteiros, trabalhadores locais e de outras zonas do país, através da arrematação e dos contratos de construção que registaram nos notários da época.  A casa no concelho de Lamego, através das fontes da arquitetura senhorial, nomeadamente da tratadística (entre a teoria e a prática), dá-nos conta da prática construtiva erudita nuns casos e noutros, “nas orlas do trabalho erudito.” A casa nobre revela-nos um espaço de delimitação sobreposto nalguns casos ao domínio vitivinícola, explanado no território pela Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro: o que nos dá os reflexos da economia em que os seus morgadios existiam. E, atualmente a casa nobre revela-nos um espaço de delimitação em parte da área classificada como Património Mundial da Humanidade proclamado pela UNESCO, o Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, e a integração na Rota do Douro Ibérico - Rota Património Mundial.  Muitas destas casas estão integradas em quintas – importantes unidades de exploração vitivinícola, nas freguesias da Sé de Lamego, nas freguesias de Cambres, Penajoia, Samodães e Valdigem. 

PALAVRAS-CHAVE: arquitectura, sociabilidade, poder, cultura, Lamego, Douro. 

Abstract 

This thesis aims to study the manorial architecture as a matrix of sociability, power and culture in Lamego in the 17th and 18th centuries. The study object consists of a set of buildings classified as civil architecture, most of them baroque. Given the need to restrict our field of research, we selected, in the Douro territory, the significant area of the city of Lamego and the region with the parishes of Cambres, Penajoia, Samodães and Valdigem, located near the Douro river. The period in question encompasses the 17th and 18th centuries with some occasional exceptions, due to previous remains, in architectural structures, and later remains, with respect to the 19th century.   The purpose of choosing the subject matter of civil architecture is to study the way it reveals itself in the spatial articulation, as a dynamic element of the connection between Culture, Landscape and Architecture. Its formal expression obeys certain typologies which are the support and testimony of the values they express to their history. These housing structures have always looked for a place of establishment near streams, which are abundant in the city of Lamego and in the parishes mentioned in our study. Thus, the construction of the noble houses followed five waterways: the Coura stream, the Nazes stream, the Lages stream, the Balsemão river and the Douro river. Also for that reason, the noble houses have examples of water architecture in their gardens and lands, specifically the ones that are inside estates.  In this dissertation, we will mention the purposes, the sources and the methodologies; the space in the demarcated region and in the city of Lamego, specifically the region that is the object of the study (Lamego and the parishes facing the Douro river); the geographical characterization; Lamego in the chorographies and geographical dictionaries of the 18th century, the space and the inhabitants; the urban layout and morphology; the city’s architectural structure, according to the Parochial Memories of 1758; the manorial architecture in Lamego – the built sites, namely: the elites, the nobility and the clergy; the commissioners: the noble families; the clergy; the dynamics of sociability; the kinship ties, elements of power and disseminators of literate culture; the manorial architecture projects – appropriation of the studied space; architects, artisans and workers, namely: between the work and the artist, adjudication and contract; the social and professional status; the architect, stonemasons, carpenters, artisans and workers/mobility of social and professional frameworks; Nicolau Nasoni’s stay; the noble house in the Lamego municipality, specifically the sources of manorial architecture (treatises – between theory and practice); the spatial organization and configuration of the architectural elements; two-floor houses. Houses with more than two floors. Architectural elements. Walls, façades, balconies; the sacralization of the domestic space. Oratories and chapels; the noble house and the viticulture domain, namely: the Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro – 1756; 1758 - 1761 (“Pombalinas” demarcations); 1788 (“Marianas” demarcations or Subsidiaries of Primordial); the estates – important wine-producing units. Four sample cases: Quinta das Brolhas (Valdigem parish); Quinta da Pacheca (Cambres parish); Quinta do Paço do Monsul (Cambres parish); Quinta dos Varais (Cambres parish).  The study of the proliferation of the built sites and noble houses, in the city of Lamego and in the selected parishes, showed us the enhancement and confirmation of status for the owners/commissioners, nobles and clerics as privileged elements of power and disseminators of literate culture. Many of those owners/commissioners were also the authors of literary works from several fields of knowledge in their time.   These elites, the nobility and the clergy appropriated the researched space with their manorial architecture projects. Consequently, they interacted with architects, stonemasons, carpenters, local workers and workers from other parts of the country through adjudication and construction contracts that were registered with the notaries from that time, leaving a trail that reached the present.  The house in the Lamego municipality, through the possible sources of manorial architecture, namely the treatises (between theory and practice), shows us its erudite construction practice in some cases, while in other cases it’s “on the edges of erudite work.” The noble and ecclesiastic house reveals a delimitation space that in some cases overlaps the viticulture domain, outlined in the territory by the Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, that provides us with reflections of the economy in which its “morgadios” existed. Currently, the noble and ecclesiastic house reveals a delimitation space partly in the area that has been classified as a World Heritage site by UNESCO, the Alto Douro Vinhateiro, and integration in the Rota do Douro Ibérico - World Heritage Route.  Many of these houses are found inside estates – important wine-producing units in the parishes of Sé de Lamego, Cambres, Penajoia, Samodães e Valdigem. 

KEYWORDS: architecture, sociability, power, culture, Lamego, Douro.